quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Aprenda a dizer “Perdeu, Playboy!”

Nós mulheres deveríamos pronunciar com mais veemência e assiduidade: “Perdeu, Playboy!”. Mas quando digo pronúncia não é aquela em alto e bom som, mas sim um toar para dentro de nós mesmas. Sim, acho que falta a muitas de nós um diálogo interno, a curtição do silêncio e, em especial, a sabedoria para lidar com as pausas da vida.

Viver a dois é saber lidar com as diferenças, com as neuras um dos outros, conceder, aprender, ensinar... Mas creio que o grande desafio não é a vida a dois e sim os momentos de solidão que passamos. É a luta interna para não nos entregarmos a uma caixa de chocolate (tudo bem, isso até vai), não olharmos de cinco em cinco minutos para o relógio porque marcamos um encontro, o coração não disparar quando chega uma mensagem no celular (e na maioria das vezes não é ele, e sim aqueles bandidos falando que ganhamos um carro), não deixarmos de ir à academia ou sair com os amigos só porque ele ligou para comer cachorro-quente na esquina... e tantos outros vícios que nem a gente mesma sabe porque faz, mas que quando vê já fez.


Incrível imaginar que os playboys (no sentido mais amplo da palavra) espalhados por aí não se entregam a essas tentações morais. Que eles ficam ansiosos por nossa ligação pode até ser, mas enquanto aguardam estão no bar curtindo com os amigos, em uma partida de futebol ou mesmo jogando conversa fora na rua (e quase sempre não é sobre a gente). Eles não gastam dinheiro com livros de auto-ajuda, não respondem a testes na internet sobre relacionamento e, o mais importante, não deixam a vida passar. Sim, meninas, vamos admitir que eles sabem viver bem melhor com eles mesmos do que a gente. Claro que não vamos generalizar nem por um sexo nem pelo outro. Há sim as raras exceções!


Um exemplo de como a gente se dá bem na vida quando está vivendo esse momento mais “light” introspectivamente é como agimos com o sexo oposto. Quando estamos ansiosas, passamos mais de 15 minutos para formular uma resposta super, hiper, mega, mirabolante (e geralmente sai uma droga) para a simples pergunta: “O que vai fazer hoje?”. E depois vem o arrependimento e a ressaca moral. Mas quando a gente está “por cima” sai cada texto interessante. A gente mesmo ri das nossas palavras. E não é que geralmente dá certo.


Não quero com isso falar que eles são perfeitos, felizes e que somos inseguras e tristes, mas sim que quando tomamos as rédeas de nossa vida e controlamos os nossos impulsos mais primitivos (risos...) nos damos melhor. Ficamos mais poderosas, os espelho fica mais amigo da gente e, consequentemente, a fila anda!


Por isso, meninas, tento diariamente ser militante do movimento “Perdeu, Playboy!” Quero me olhar no espelho, me achar a mulher mais poderosa e linda do mundo. Sim, porque o desafio dessa vida é a gente se bastar. É procurarmos não a nossa metade, mas sim aguardar, com paciência e curtindo as pausas da vida, um inteiro que valha a pena! Só assim viveremos mais leves e seremos mais felizes...

By Viviane Dias

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